quinta-feira, 21 de maio de 2009


Do blog Prosimetron (http://prosimetron.blogspot.com/), excelentemente gerido pelo meu querido Luis Barata, e com igualmente excelentes colaboradores "residentes", recolho esta informação sobre o dia que hoje passa, tradicional e popularmente designado por Dia da Espiga, e com grande significado no calendário litúrgico católico (Dia da Ascensão de Jesus Cristo), muito associado ainda ao culto do Divino Espírito Santo.

No lado profano do símbolo, a festa é de alegria e de fertilidade, também dos campos e das colheitas.

Numa época em que estas simbologias parecem condenadas ao esquecimento, o post seguinte vale ainda para a consolidação da memória:

"Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Dia da Espiga: O Sagrado e o Profano.

O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte. As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.

O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga: Espiga – pão; Malmequer – ouro e prata; Papoila – amor e vida; Oliveira – azeite e paz; Videira – vinho e alegria e Alecrim – saúde e força.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Rota do Património da Fronteira




Rota do Património da Fronteira

7-5-2009



A Rota do Património da Fronteira, que engloba vários monumentos portugueses e espanhóis, tem por objectivo potenciar a zona transfronteiriça transmontana através da dinamizando do Turismo Cultural.

Numa primeira fase, a Rota do Património da Fronteira, lançada ontem em Bragança, propõe a visita a 10 monumentos portugueses, de vários concelhos dos distritos de Bragança e Guarda e vários em Espanha.

A proposta prevê visitas públicas a um conjunto de imóveis que cobrem um período cronológico que vai da Pré-História recente ao século XVII.

O projecto resultou da aprovação de uma candidatura transfronteiriça de cerca de um milhão de euros. Muitos daqueles monumentos foram alvo de intervenções com vista à sua requalificação.

Na Domus de Bragança, as obras foram realizadas no âmbito de uma parceria entre a Câmara, o Ministério da Cultura, com o apoio da Caixa Duero, uma dependência bancária espanhola.

Foi aquele o monumento escolhido para fazer o lançamento da rota, pela secretária de Estado da Cultura, Paula Santos, que hoje continua o périplo pela região para visitar vários locais.

O objectivo da rota passa por "potenciar" aquele espaço de fronteira, dinamizando o turismo cultural, com a conservação e preservação do património, e, a partir daqui, criar um conjunto de actividades económicas ao nível da restauração e da hotelaria, que poderão gerar postos e trabalho e investimento na região.

Pretende-se que as populações locais visitem o património, mas também que sirva para atrair turistas, que não passem pela região, mas que fiquem alguns dias.

A segunda fase consiste na divulgação da rota, o que já está a ser feito através do lançamento de folhetos e desdobráveis em várias línguas, divulgação na página da Direcção Regional da Cultura, e em circuitos que podem ser frequentados por turistas.

Já foi aprovada uma nova candidatura transfronteiriça no valor de 360 mil euros, que servirá para a intervenção física em monumentos.

Foi ainda apresentado o projecto de ampliação e de requalificação do Museu Terras de Miranda, orçamentado em 1,5 milhões de euros e candidato ao Quadro de Referencia Estratégica Nacional.



Fonte
Jornal de Notícias_07/05/09, in http://www.cultdigest.pt/cgibin/eloja21.exe?myid=cultdigest&lang=pt&titles=28&ch=1&id=1149&cli=sn


terça-feira, 5 de maio de 2009

Mais um contributo fotográfico

Mais um contributo fotográfico para este Malhada Sorda, desta feita da Antónia Limão. O p/b desta imagem parece conferir ainda mais magia a um dos mais importantes ex libris da aldeia. Obrigada!

Fica, entretanto, a promessa de um destes dias aqui deixar um breve resumo da história da igreja malhadense.